Aman Sveti Stefan – by L´Concierge

Fazia tempo que não viajávamos, não é ? rsrsrs! (Eu não sei para vocês, mas para mim, sempre que coloco as dicas de lua-de-mel, viajo por uns 3 minutos e meio rs)!!!

Bom, a dica que o L´Concierge mandou essa semana é incrível, o Aman Stevi Stefan! Coincidentemente  eu vi esse hotel há umas 3 semanas no blog da Andrea Rudge (eu adoro o blog dela!!! Tem dicas de tudo e bastante coisa sobre casamentos!) e já tinha me encantado!

O hotel fica em Montenegro, ao lado da Croácia, que há algum tempo é vista como point (tem amiga minha que quando ler o “point” vai chorar de rir – elas dizem que tenho um vocabulário meio de “mãe” rs) queridinho da Europa! Ele é uma vila do século XV que fica localizado numa ilha ligada ao continente por um estreito caminho! Possui apenas 50 quartos e suítes.

No quesito gastronomia (hummm me dá água na boa só de pensar), a ilha tem, no centro dela a “The Piazza”, uma área ao ar livre que inclui a Enoteca, a Pasticceria, a Taverna, o Antipasti Bar e o Cigar Room – entre outros restaurantes e bares!

Olha essa vista!

E olha que quarto lindo e moderninho!! (Eu não sei vocês, mas eu gosto de quarto novinho rs!).

E esse outro quarto com a parece de pedras é liiiindo também!!

E aí? Gostaram?

Um charme, não?

Say I do!

Olivia & Adriano

Meninas!

Esse casamento é o máximo!

Fiz meu filme do casamento com o Isaac Kremer (clica no banner ao lado e confere o trabalho dele que é incrível!). Eu participei de algumas edições do filme e quem editou meu filme foi a Olivia! Bom, conversamos bastante e quando ela me contou detalhes do casamento dela eu AMEI e pedi para ela dividir com a gente, aqui no blog (ahhh ela colocou o casamento deles para concorrer no Wedding Awards – já ouviu falar? Clica porque vale a pena!!! O blog já está concorrendo e vou colocar meu casamento também – depois explico melhor o que é!!!). 

“Bom, nosso casamento  – OLIVIA RODRIGUES ALVES E ADRIANO GOMES – aconteceu em 29 de maio de 2010, na fazenda Sta Maria, em Piracicaba, onde vive minha sogra Tiny Carrano.

Meu vestido foi desenhado e concebido por minhã irmã Joana, ai foi só achar o tecido ideal e uma costureira. No dia, o meu make e meu cabelo foram feitos por ela tbm ( coitada teve que maquiar eu, minhã mãe e minha outra irmã, Amanda).

A decoração foi inteira feita por nós, sob o comando de minhã mãe June (paisagista) e palpites do meu pai Guilherme (decorador)…com alguns móveis da fazenda, outros alugados (mesas e cadeiras) e muita criatividade como os puffs de feno, as mesinhas de caixa de feira pintadas e os vasinhos de barro, alguns com temperos e outros com arranjos, misturando várias flores e folhagens (feitos por minhã mãe e sua amiga Lucia  Freitas). 

Na Igreja utilizamos garrafinhas de vidro de suco de uva, e misturamos no arranjo: flores de palha e trigo seco e verde. Ahh a passadera da nave e vários outros tapetes espalhados na grama, compramos no Gasômetro e a tia do Adriano – A Tia Lu – costurou a bainha laranja combinando com o resto da decoração. Ahhh eu costurei um por um dos portas guardanapos (uma rendinha de palha com flores secas)… rsrsrs.

Minha sogra linda – Tiny que é chef e adora cozinhar foi responsável pelo buffet, além de elaborar todo o cardápio – beef bourguignon e lasanha de espinafre com tomates frescos para os vegetarianos, mais outras mil coizinhas como polenta de colher com shimeji, sopinha de mandioquinha etc – botou a mão na massa e cozinhou o Beef no fogão a lenha da fazenda!!!

Ahhh de sobremesa eram doces de fazenda como brigadeiro de colher, cocada, doce de abóbora, goiabada com queijo minas … hummmmm.

Toda a iluminação foi feita pelo Adriano, o noivo, que aliás, no convite estava marcado as 16:00 hs, e neste horário ele ainda estava pendurado numa escada acertando a iluminação…

Toda iluminação e o gerador foram dados de presente pelos fornecedores de maquinária e elétrica de produção de cinema – área que meu marido trabalha. 

Nosso bolo foi presente de uma amiga que trabalha com isso, Taissa da Dedo de Moça e ela seguiu a receita do bolo tradicional de casamento inglês a risca (a pedido da minhã mãe), que leva rum e frutas secas…

Fotos foram feitas pelos meus colegas Fernando e Emilia, que trabalham com a Nellie, mulher do Issac Kremer. E o video deixamos duas cameras e um monte de fitas para os convidados fazerem os takes e alguns amigos levaram suas 5Ds… A edição – feita por mim – está em andamento ainda (falta a festa… Casa de ferrero, espeto de pau…. rsrsrs ).

Deu um trabalhão, mas valeu super a pena pois no final o casamento era uma festa de todos e acredito que o fato de todos terem participado – literalmente, trouxe uma energia especial que contagiou todos os convidados!

Acho que a grande lição que ficou é que com bom gosto e boa vontade dá para fazer um super casamento sem gastar uma fortuna, e com certeza vai ser lembrado por todos, pois realmente foi especial.”

Gente!!! O filme tem quase 20 minutos, mas é demais!!!!! Vale a pena!!!

[vimeo 24736355 580]

Seguem algumas fotinhos para vocês conferirem os detalhes:

A noiva chegou dirigindo o fusquinha da família!

Olha o porta guardanapo feito pela noiva!

E olhem os quitetutes – tudo feito pela sogra!!

Fofos !!!!!

Gostaram?

Eu amei esse casamento no melhor estilo do it your (family)self !!!! Fica a dica para quem tem família prendada rs!!

Say I do.

Reflexão!

Meninas,

hoje substitui o Will you marry me? por uma reflexão super bacana que li ontem! O blog do Armando Porto tem alguns textos incríveis e que nos fazem pensar bastante! Inclusive sobre o casamento! Eu conheci o blog quando achei um texto que li no meu noivado para o maridão (foi este aqui (dei algumas adaptadas), o chororô rolou legal!). E desde então continuei lendo. O texto de ontem, trata sobre as brigas….

Brigas, nunca mais

“Os relacionamentos passam por inúmeras fases, como nós passamos em nossas vidas. Há fases em que não há preocupações, como em nossa infância, quando tudo que temos que nos preocupar é comer e brincar. Podemos nos desligar do mundo e apreciar inúmeros momentos só nossos, só interrompidos pela hora do banho ou de comer.

Em geral nos relacionamentos, mesmo que seja uma amizade, há esta fase em que ficamos encantados com o outro e isto nos leva a ter poucas preocupações com o resto do mundo e mais vontade de aproveitar aquela descoberta do outro que nos faz bem.

Conforme vamos crescendo, começam algumas exigências em nossas vidas, exigências que vão crescendo conforme os anos passam e vamos tendo maturidade para encará-las, tais como lições de casa, arrumar o quarto, acompanhar os pais em eventos que nem sempre nos agradam, entender que nossas ações afetam os outros, temos que aprender a dividir e respeitar o espaço dos outros, etc.

Um relacionamento, conforme amadurece, passa por estas descobertas. Vamos conhecendo mais o outro, vamos vendo que não são só qualidades, beleza ou simpatia que o outro tem, começamos a ver o outro como ele é, com virtudes e com defeitos, com coisas que nos agradam e coisas que nos incomodam e, como na vida, temos que passar por isso para que o relacionamento amadureça.

Há relacionamentos que não passam por esta fase já que muitos não estão dispostos a crescer com o outro, preferindo ficar numa infância eterna, num eterno brincar  ou procurar somente pessoas e momentos que os causem prazer. E não importa a idade, temos muito disso hoje em dia.

Mas há uma fase crucial em nossas vidas , a adolescência, fase do desenvolvimento muito discutida se é real ou uma abstração de um processo contínuo, mas a adolescência, em geral, é a fase crítica em que temos que começar a assumir uma autonomia sobre o que pensamos, sobre como agimos, sobre como queremos ser como adultos e esta divisão entre criança e adultos, esta fase cinza, entre o branco e o preto é essencial para nosso desenvolvimento. Testamos o que nos foi dito e ensinado, experimentamos se aquilo é válido ou não. Tentamos ter a comprovação de que vale a pena viver assim ou assado. E se formos bem conduzidos, chegamos à fase adulta sem grandes problemas.

Os relacionamentos passam por uma ou várias “adolescências”. Quantas vezes não paramos e pensamos: Será que está valendo a pena?  Será que não há outro caminho para mim? Nós dois estamos crescendo com esta convivência, com esta troca?

É neste contexto de questionamentos que  acontecem as brigas. E como são saudáveis as brigas!

Nossas vidas tem uma dinâmica impressionante, não amanhecemos um dia como éramos no dia anterior. Nosso conhecimento do outro tem que ser um processo diário, contínuo e incansável e brigar é procurar crescer, procurar melhorar, procurar manter vivo algo que achamos que vale a pena.

Piaget explica sua teoria da construção do conhecimento como um processo de desequilíbrio e acomodação, ou seja, para avançarmos no desenvolvimento tem que haver um desequilíbrio, um aprendizado e então se atinge um novo patamar que seria a acomodação (não no sentido pejorativo que estamos acostumados). E este ciclo se segue durante todo o nosso desenvolvimento.

Os relacionamentos passam por algo semelhante, em que uma briga é um instrumento de desequilíbrio, o diálogo é o aprendizado que deve levar a um novo patamar na vida dos dois.

Vocês já viram adolescentes que ficam deprimidos e se fecham nos seus quartos evitando contato com qualquer pessoa? Há relacionamentos que passam por isso e não reagir pode ser o princípio do fim desta relação. Se não temos mais forças para brigar, se preferimos deixar os incômodos passarem e nos conformamos com as coisas como estão, então uma luz vermelha se acende no relacionamento, pois este corre sério perigo de vida.

Olhe para seu relacionamento e pense na sua última briga. Se você não lembrar de nada, cuidado! Relacionamentos não podem hibernar como os ursos. Os relacionamentos morrem por inanição.

É claro que se vivermos brigando e não chegarmos nunca em um novo patamar de “acomodação”, então há algo muito errado também. Talvez nossa escolha.

Por fim, só quero dar uma palavrinha sobre o diálogo. Este é um instrumento vital para os relacionamentos. É a única maneira de nos revelarmos ao outro e de conhecermos o outro. Se não dialogarmos, jamais saberemos se nossos pensamentos sobre o outro, sobre o que o outro pensa, sobre quem é o outro são realmente verdade ou imagens distorcidas por emoções boas ou ruins.

Brigar e dialogar exigem risco, amar exige risco.

Amor seguro não existe. O amor só é verdadeiro quando estamos dispostos até a sofrer pelo bem do outro.

Brigas, nunca mais.”

Ótimo final de semana!

Say I do.