Tênis X Frescobol

Meninas!! Eu sei que algumas de vocês, inicialmente, não gostarão do post de hoje!! É um texto! Eu sei que gostamos de ver aquelas imagens lindas que sempre coloco por aqui e que quando temos um longo texto dá aquela preguicinha de ler…. Mas gente! Esse vale a pena! Juro! É sobre relacionamento! Aposto que vocês vão adorar! Eu li na época da faculdade e agora divido com vocês!!!
Tênis x Frescobol
“Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?’ Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’
 Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo…’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre….. E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…”
E aí? Qual jogo vocês querem jogar?
Say I do.

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Comentários

  1. Bom dia!
    Não poderia existir um texto melhor para começar o dia!
    Adorei….é a mais pura realidade…
    Ahh e eu quero jogar frescobol, sempre!

  2. AMEI o texto.
    Obrigada por dividir.
    Sou casada há 7 anos e posso assinar embaixo do que o autor escreveu.
    E, é lógico que todos querem jogar frescobol né? Mas é preciso praticar e não apenas falar.
    Adoro o blog.
    Beijos

    1. Lucia e Carol.
      Realmente o texto é muito bom e nos faz refletir bastante!
      Fico MUITO feliz que tenham gostado!
      Bjs

  3. Lindo o texto e mto bom para refletirmos.Qdo se fala em casamento ,temos q pensar em compartilhar.
    Já mandei o link pro montao de gente.

    bjo

  4. Que lindo, sabe que eu nunca tinha pensado dessa forma sobre o jogo de tênis? Muito menos no relacionamento! Adorei!
    Quero jogar frescobol sempre!
    Mil beijos
    Ahh me passe seu e-mail?

    http://www.milipavan.blogspot.com

    1. Oi Milli!
      Que bom que gostou!
      Meu email é say@sayido.com.br

      Bjos

  5. nossa que lindo. realmente faz a gente parar pra pensar.
    e a observação sobre a conversa é a mais pura verdade.
    bjssss
    anna

  6. Amei, realemente, maravilhoso, sempre penso isso , mas nao com essas palavras, o ideal e nao querer tre razao mas ser feliz!!!
    bjos

  7. Lindo texto.
    Realmente é assim.
    Há fases que estamos jogando tênis, e temos que parar para refletir e tentar sempre ficar no frescobol!
    Beijocas

  8. Amei o texto.
    Isso me fez refletir sobre relacionamentos, objetivos de vida e valores.
    bjsss

  9. Oi Cami!
    Adorei o texto! Tenho um amigo, que no dia do noivado, bem na hora do discurso para pedir minha amiga em casamento, falou sobre esse texto! Foi lindo!
    Beijos! Bel

  10. oieee
    vc deixou seu endereço no meu blog e vim da uma olhadinha no seu! uma graçaa!!
    bom..para quem não conhece ..deixo aqui o convite para que possam ir visitar o blog que faço com muito carinho… http://amareloouro.wordpress.com/
    bjssssssss

  11. Ai que lindOOO!!!!! É isso mesmo… As vezes damos cortadas e não vemos que estamos derrotando a nós mesmos! Texto lindo e gostoso de ler… ameEEEiiii :**

  12. Linda história, linda, linda! Comecei a ver seu blog do início e já me apaixonei!