will you marry me

Casais,

O pedido de hoje é demais! O noivo caprichou e a história está cheia de detalhes! Confiram:

“Nossa história sempre foi daquelas “com emoção”: nos conhecemos, nos apaixonamos, tínhamos milhões de motivos para não ficar juntos e outros milhões para ficar. O pedido foi assim também.

Tudo aconteceu na nossa viagem de férias ano passado. A minha viagem romântica se satisfazia simplesmente com restaurantes escurinhos, idas aos museus, bater perna sem rumo por Paris. Apesar dele concordar e também querer fazer tudo isso, a viagem perfeita para o Rico englobava, necessariamente, ir a todos os eventos esportivos de todas as cidades que passávamos, desde chegar ao hotel (depois de quase 10h de vôo direto de São Paulo) e sair correndo para assistir ao jogo do Real Madrid (ônibus lotado!), até passar um dia inteirinho no Camp Nou “nos preparando” para o clássico Real Madrid vs. Barcelona. Até o Masters 1000 de Paris nos fomos assistimos.

A verdade é que estar com ele já era romantico, por isso não posso reclamar! Assistir a todos esses jogos foi muito gostoso (até por isso fazia todo sentido o pedido ser em um estádio de futebol – mas não foi) e a viagem foi simplesmente perfeita.

Estávamos perambulando por Paris, tomando o quarto ou quinto sorvete do dia (estávamos de férias, exageramos mesmo!), quando ele me disse que tínhamos que voltar ao hotel para nos arrumar para uma noite especial, pois tínhamos uma reserva. Eu o conheço super bem e sei quando ele tá escondendo alguma coisa! Ele se negou a me contar aonde iríamos, mas descobri no taxi, quando o motorista o delatou (após o Rico tentar arranhar um francês macarrônico e eu prestar atenção em cada palavra!), que estávamos indo ao Le Jules Verne, no 2º andar da Torre Eiffel.

Meu coração disparou naquele segundo, eu fiquei pensando o que iria acontecer e porque todo aquele mistério para me levar para jantar (ainda que eu não estivesse esperando, nós sempre esperamos né?), mas nada aconteceu. Na verdade, aconteceu tudo ao contrário, o jantar foi perfeito, mas acabamos tendo um desentendimento no final por coisa boba (já adianto que foi proposital!). Sai de lá arrasada! Depois que descemos e estávamos voltando ao hotel, ele ainda tentou pedir desculpas, tirando madeleines deliciosas do bolso do casaco (o que quase me matou de susto!), mas não adiantou.

No dia seguinte era meu “bad hair day” e eu não estava animada. Sabe aqueles dias que você quer colocar qualquer roupa, um tênis e andar por aí anônima? Então, eu estava em um dia desses, tanto é que eu efetivamente coloquei a primeira roupa que encontrei e saí, quando ele me disse que tínhamos uma degustação de vinhos não sei onde e não sei que horas (e ele insistindo para eu me arrumar, “coloca algo colorido” e eu sem perceber ou desconfiar de nada!).

Assim que saímos na rua, percebi que estava um dia muito gostoso e a energia era boa, afinal estávamos na cidade mais linda do mundo. Tomamos um café delicioso (não lembro o nome da rua, mas consigo descrever exatamente o caminho que fizemos) e o Rico estava super carinhoso e romântico (eu estava achando que ele queria compensar a discussão da noite anterior!).

Como estávamos hospedados no 2e Arr., decidimos andar em direção ao Louvre, uma vez que a suposta degustação seria por lá. Sem querer paramos em frente à Église Notre-Dame-de-L’Assomption (super linda!) e o Rico tirou do bolso um enorme cadeado dizendo que teríamos que benzê-lo antes de pendurá-lo na Pont des Arts. Ele me pegou totalmente desprevenida, eu não entendi o que aquele cadeado estava fazendo ali, mas tudo bem, gostei muito! Entramos na igreja, pegamos um pouco de água benta, rezamos e saímos.

Continuamos a caminhar e o dia estava ficando cada vez mais lindo. De repente estávamos parados em frente ao museu, quase na Ponte des Arts, e eu estava a procura de um ambulante para comprar canetas para escrevermos no cadeado benzido (eu fazia questão que nossos nomes estivessem lá!). Não encontrei ninguém e o Rico parecia não ligar. Chegamos finalmente na ponte, que estava lotada, e eu totalmente frustrada por termos que prender nosso cadeado sem nossos nomes. Cogitei voltar outro dia e darmos meia volta para irmos à St. Germain, porém o Rico insistiu e me puxou logo para cima da ponte.

Acabamos encontrando um espaço mais tranquilo dentre os milhões de turistas e casais e, enquanto contemplávamos a Île de la Cité, percebo que o nosso cadeado, que saiu do bolso do Rico, estava sim com nossas iniciais e, inclusive, a data (!!!). Ai eu gelei, em menos de um segundo passaram milhões de coisas pela minha cabeça (“por que teria um cadeado com nossos nomes e a data bem aqui e agora?” – gelei totalmente). Depois do Rico encontrar um lugar perfeito para o prender, já estávamos fazendo pedidos e falando coisas gostosas de ouvir e falar antes de jogar nossas chaves no rio Sena (a sugestão do Rico foi que cumpríssemos a lenda super a risca).

Eu confesso que minhas pernas estavam muito bambas (a gente sente, né?) e eu não lembro exatamente o que eu falei. Na vez do Rico ele disse que queria fazer um pedido e, assim, do nada, ajoelhou. Foi absolutamente lindo e ele disse as palavras mais lindas sobre nós dois. Sabe quando parece que o mundo parou? Pois é, não sei quanto tempo foi, mas o mundo parou naquele momento. Quando dei por mim, de novo, estávamos noivos e haviam muitas pessoas a nossa volta batendo palmas (mas eu não me importava), parecia que eu não estava realmente vivendo aquilo.

Eu estava noiva do homem da minha vida e eu poderia ficar ali para sempre. Mas não acabou. Não sei quantos segundos depois, apareceu a Catherine, fotografa irlandesa que o Rico havia contratado. Ela registrou tudo e tudo pareceu fazer total sentido: já tínhamos passado por ali (ele confessou que queria se certificar da ponte, uma vez que um amigo teria dito que a verdadeira ponte dos cadeados seria a Pont de l’Archevêché – o que ele resolveu não aceitar após várias trocas de emails com a Catherine) e naquele dia de manhã ele tinha sugerido, umas dez vezes, para que eu colocasse algo colorido – o que não aconteceu (a Catherine me contou que as cores, principalmente o vermelho, ficariam lindas em fotos).

A Catherine foi uma fofa e passamos mais uma hora juntos, conversando, tirando fotos e rindo de tudo o que tinha acontecido. A verdade é que eu nem me lembrava mais da noite anterior (só do jantar delicioso!), mas durante o pedido o Rico também pediu desculpas pela noite anterior, disse que queria começar uma discussão para tirar minhas expectativas sobre o dia de hoje, mas que foi longe demais. No fundo, o que ele queria era se certificar que eu não esperasse qualquer pedido, uma vez que ele teria me levado para jantar em um restaurante maravilhoso e nada teria acontecido! Funcionou!

Foi mágico e muito romântico. Além de ter preparado tudo e pensado nos mínimos detalhes, o Rico pediu minha mão para meus pais antes de sairmos de São Paulo, o que me fez amá-lo ainda mais.

Foi muito gostoso voltar, rever a família e comemorar. É lindo rever toda nossa história, contar detalhes de como foi e saber que construiremos uma família juntos e que cultivaremos nosso amor todos os dias! O mais legal é que foram mais de 300 fotos tiradas pela Catherine, o que nos permite matar as saudades daquele nosso dia sempre que queremos. Nos casaremos em maio de 2015 e,  desde 03 de novembro de 2013, estamos vivendo intensamente todos os preparativos da nossa festa e da nossa futura casa. Agradeço a Deus pelas nossas escolhas e por abençoar tanto nossa futura união, enchendo nossos dias de amor e felicidade.

Seguem algumas fotinhos! Espero que tenha gostado!”

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Comentários

  1. Ensaio Perfeito, muito lindo o trabalho. Parabéns!