Say Baby: Carreira e maternidade

Mamães de plantão!

Eu já quis começar com esse título que é diferente do que normalmente as pessoas colocam. A maioria dos textos sobre este tema levam no título: maternidade X (versus) carreira. Eu optei por usar o “E” porque acredito sim que as 2 coisas possam andar juntas. Afinal, conheço muita gente que a mãe tem uma super carreira e a educação da criança ou adolescente é impecável, e, muito filho de mãe que só fica em casa, não trabalha, e terceiriza toda a criação para uma baba (aqui, nada contra babas ok? Sempre tive baba e continuarei tendo, se Deus permitir. Estou criticando a terceirização para a mesma).

Mas, não estou aqui para ficar criticando a criação que cada um dará ao seu filho, isso fica a critério de cada pai e mãe – por mais que essas crianças serão o futuro do país que meus filhos viverão rs – mas não vamos polemizar!

Bom, quando eu era recém casada, e nem trabalhava na época. (Aqui, um breve curriculum para situar vocês. Sou formada em publicidade, sempre trabalhei no mkt de grandes empresas: Santher, Hershey’s US e Bacardi. Quando estava na Bacardi criei o blog apenas por hobby. Zero pretensão de nada. Rapidamente comecei a vender publicidade e sai da Bacardi para cuidar do blog e do meu casamento, já que faltavam 4 meses para ele! Voltei da lua de mel bem perdida. Porque não queria ter “só” o blog, queria algo maior. Uns 3 meses depois recebi um convite para entrar de sócia no CASAR e tocar a empresa como executiva. Aceitei sem nem pensar muito. Parecia um sonho! Juntar o assunto que eu amo com o mundo corporativo! Entrei no CASAR com 3 colaboradores e 1 evento por ano. Hoje, somos em 22 no nosso time, 6 feiras pelo Brasil e com certeza o melhor (e logo menos o maior) site de casamento do Brasil, o casar.com (aliás, não deixe de indicar para as suas amigas noivas rs)!! Ou seja, ralamos MUITO para chegar até aqui. E fico feliz que eu tenha demorado mais do que eu esperava para ter filhos, porque não sei se eu teria conseguido chegar até aqui profissionalmente se tivesse aumentado a família antes).

Agora, voltando ao começo do parágrafo. Quando eu era recém casada, estava voltando de NY sozinha (porque meu marido tinha voltado no feriado e eu fiquei mais uns dias #vidademadame) e sentei ao lado de um casal no avião. Quando eu vou com a cara da pessoa do meu lado no voo, eu logo dou um jeito de puxar assunto (se vocês gostam de dormir, nunca sentem ao meu lado no voo rs). Bom, em poucos minutos eu já estava no maior papo com a Bel, que virou minha amiga. Papo vai, papo vem. Ela me contou que tinha um filho pequeno e eles tinham ido viajar no feriado para relaxar um pouquinho e curtir só ela e o marido! E logo começamos a falar de trabalho – já que eu estava entre safras rs! Só iria saber da oportunidade no CASAR dali uns 20 dias.

A primeira coisa que eu perguntei para ela foi: como você conseguiu voltar?? Ela me respondeu prontamente, que, quando ela estava grávida, uma pessoa próxima a ela sempre lhe dizia: não pare totalmente a sua vida por ele. Especialmente a vida profissional. Essa pessoa no caso, estava sentindo na pele. Pois, largou tudo quando casou, teve 4 filhos e adivinha? Agora estava separada do marido, com os filhos grandinhos e não tinha nada para fazer.

Então, a Bel, que até cogitou parar de trabalhar um pouco, continuou no Banco. E ela me falou várias coisas legais. Que logo ele estudaria período integral, que ela conseguia ter um horário razoável de trabalho no Banco, fatores que a ajudaram a tomar a decisão de seguir com a sua carreira.

Sei que essa foi a primeira conversa bacana e marcante que tive sobre esse tema. E faz mais de 6 anos que ela aconteceu rs. Estava bem longe de eu ter filhos.

5 anos depois, descubro que estou grávida! Aquela alegria, euforia, afinal, nós queríamos muito este bebe!! Mas ao longo da gravidez, você começa a organizar várias coisas, inclusive ideias e pensamentos. Meu marido sempre falou que gostaria muito que eu me dedicasse o máximo que eu pudesse aos nossos filhos. Nós 2 somos empreendedores e alguém teria que ceder um pouquinho. Afinal, tínhamos uma vida em que saíamos super cedo de casa e voltávamos felizes as 21:00-22:00 !! Mas, sabíamos que com o Luca nascendo não daria para ser assim!

Por isso tive os 9 meses para organizar bem as coisas no escritório. Graças a Deus sempre tivemos a mentalidade de em ponderar as pessoas que trabalham com a gente. E também tenho 2 sócios com função executiva que tocam o dia a dia da empresa. Ou seja, eu realmente poderia sair um pouco do operacional e focar em coisas pontuais.

Confesso que no começo da uma mini inveja das mães que são CLT!! Imagina você poder se dedicar 100% ao seu filho sem nenhuma preocupação profissional? Nossa, deve ser incrível! Mas ao mesmo tempo é bom você ter algo para se ocupar quando a rotina com o bebe já está mais calma. Entre mamadas e dormidas, era ótimo poder me ocupar e me sentir útil para outra coisa que não fosse só amamentar um bebe – por mais que isso seja maravilhoso.

Mas, sempre falo, que a maioria das pessoas que tem baby blues, na minha opinião, são pessoas que não tem muita coisa para pensar fora o filho. Ocupar a mente com outra coisa faz, ou pelo menos fez, toda a diferença para mim. Fazia reuniões na minha casa, ou dava um pulo no escritório que é ao lado da minha casa.

O resumo da ópera aqui é a minha opinião e visão sobre o tema. É claro que quem é CLT numa empresa, a vida é diferente. Não tem tanta flexibilidade para participar mais ativamente na educação/criação dos filhos. Por isso que tantas mães desistem das carreiras corporativas e criam seus próprios negócios! Mas aqui, fica uma dica.

Uma vez por mês participo das palestras do Projeto Awake Kids – que é o máximo – e outro dia eu perguntei para a psicóloga como deviam proceder os pais que trabalham muito fora de casa – que é a realidade da maioria da população! Ela foi super fofa na resposta! Disse que primeiro de tudo, os pais não precisam se preocupar, porque NINGUÉM substitui o papel do pai e da mãe! Não importa! Ele pode ficar muito mais tempo com a avó ou baba ou escola, nós sempre seremos soberanos!

Mas, que a única coisa é que pais menos presente presencialmente não podem relaxar nenhum segundo na educação.

Exemplo prático: Luca quando era menor gostava de pegar os controles da TV. Nós sempre evitamos, porque vai que ele chega na casa de alguém e começa a fazer também, e a pessoa não gosta? Mas, como estou sempre com ele se, 1 dia, eu deixar ele mexer, não vai mudar a educação dele. No outro dia já falo que não pode e ele respeita.

Agora, os pais que passam o dia todo fora, não tem esse respiro. No caso do controle, eles não podem deixar nem por 1 dia ele brincar com o controle remota, senão será difícil educa-lo. Deu para entender rs?

O mais importante aqui: sejam felizes com suas escolhas. Tenham a alma em paz. Não fiquem conjecturando muito o “e se”! A vida sempre continua. Filhos são uma das coisas mais maravilhosas do mundo. É realmente inexplicável a vida com eles (tanto o cansaço como as alegrias e o amor incondicional).

Pensem que passa muito rápido! A primeira infância deles, os primeiros 1.000 dias, são a fase mais importante da vida deles. Eu fico tão feliz em estar quase batendo essa “meta” rs! Serão quase 1.000 dias de dedicação quase que 100% a ele. Agradeço todo dia a Deus e ao meu marido por estarmos quase completando esse feito!

E eu, que achava que depois disso iria relaxar um pouquinho, “pimba”, me descobri grávida de novo!! Ou seja, mamãe terá 2.000 dias seguidos de muito amor, leite, fraldas, carinho, mais fraldas e trabalho, tudo junto e misturado!!

Espero que que tenham gostado!

Com carinho,

Camila.

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